Motivos para se adotar uma dieta vegetariana

São vários os motivos que levam uma pessoa a seguir uma dieta vegetariana, mas os que mais se destacam são as razôes éticas, razões da saúde e razões ambientais

Grande parte das pessoas se torna vegetariana por considerar que os animais têm o mesmo direito à vida de que os seres humanos. E também o vegetarianismo faz parte de princípios éticos de algumas religiões, como o adventismo e o hinduismo (SLYWITCH, 2006).

Quanto à saúde, o vegetarianismo ganha adeptos que alegam que a alimentação sem carne traz benefícios à saúde. Os vegetarianos costumam apresentam menos incidência de doenças cardíacas, diabetes tipo dois, hipertensão e câncer do cólon e na próstata (SLYWITCH, 2006; AMERICAN DIETETIC ASSOCIATION, 2003).

Características fisiológicas também justificam a escolha, pois os carnívoros apresentam um curto sistema digestivo, tendo 3 vezes o tamanho do corpo e apresentam dentes caninos, sendo apropriados para eliminar rapidamente bactérias de putrefação e  conseguem dilacerar o alimento sem mastigar, enquanto o homem apresenta um intestino  com doze vezes o comprimento do corpo e dentes não tão apropriados para dilacerar uma  carne (NASCIMENTO, 2008).

E por fim, as razões ambientais que levam uma pessoa a se tornar vegetariana são inúmeras, que vêm da consciência de que a criação industrial de animais resulta em um impacto ambiental tanto localmente quanto para o planeta. Um impacto que se destaca é a devastação de florestas, com desertificação do solo e a poluição gerada, tendo como consequência a contaminação de mananciais aquíferos, distribuição inadequada e ocupação inadequada de terras e menor geração de empregos. Cerca de 80% de todo o desmatamento e desaparecimento de florestas no planeta devem-se à pecuária. Tamanha é a gravidade, que, se no Brasil, não reduzirmos em pelo menos 20% o consumo de carne bovina, até 2020 a Mata Atlântica estará extinta (SLYWITCH, 2006; SILVA e MURA, 2007).

Outro ponto importante a se considerar é que grande parte de todos os grãos produzidos no mundo são utilizados para alimentar animais de corte. Em média, oitenta por cento da produção de grãos no Brasil é de soja e milho. E a soja, na forma de farelo de soja, é o principal alimento oferecido aos animais por ser muito rica em proteínas, a qual os deixa muito fortalecidos. Esse exacerbado cultivo, prejudica muito o ambiente, pois desmata e reduz muito com a vegetação natural, deixando os animais silvestres sem o seu “habitat” natural.

Além do que, essa soja em uma fazenda com cem hectares alimenta 1.100 pessoas, enquanto se essa ração for usada para alimentar os bovinos, a carne desses bois iria alimentar apenas oito pessoas. Por este motivo, alimentar os bois com grãos é um modo pouco eficaz de gerar calorias para os seres humanos. Com base nessa afirmação, reduzindo-se a produção de carne iriam existir cereais suficientes para alimentar muito mais pessoas em todo o mundo.

Pois, conta-se, em média, um gasto de 7 kg de proteínas vegetais para obter 1 kg de proteínas animais. Um quarto da área terrestre é utilizado para produção de grãos que se tornarão ração animal e poderiam alimentar milhões de seres humanos. Além disso, para produzir 1 kg de carne, gastam-se quarenta e três mil Litros de água. Uma vaca pode tomar 100L de água por dia sem considerar a enorme quantidade de água usada para limpeza dos frigoríficos e granjas de frangos.  Este é um fato que deve ser muito levado em consideração, pois a combinação de alimentos vegetais pode fornecer uma proteína de alto valor biológico semelhante a da carne. O próximo capítulo irá abordar estas questões (SILVA e MURA, 2007; NASCIMENTO, 2008).

Não sendo suficientes todos estes motivos, outro importante é a questão financeira. Ser vegetariano também acaba sendo mais barato, pois nos restaurantes o que mais pesa na conta são as carnes e as bebidas. A carne de qualquer animal é dezesseis vezes mais cara do que vegetais (NASCIMENTO, 2008).

A figura 1 ilustra a prevalência dos motivos pelos quais uma pessoa resolve seguir alguma dieta vegetariana. Conforme ilustrado na figura, 53 por cento das pessoas se tornam vegetarianas por questões éticas, seguidos de adeptos que têm a preocupação com a saúde, depois por motivos filosóficos e por último por preocupações com o meio ambiente. Porém, ainda não se sabe com precisão o número de adeptos das dietas vegetarianas. Os dados ainda são duvidosos, pois existem diversos conceitos de vegetarianismo e muitas pessoas se consideram vegetarianas apenas por não ingerirem carne vermelha ou por terem reduzido o seu consumo (NASCIMENTO, 2008).

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One response to this post.

  1. Muito bom saber que podemos adotar para nós uma saúde equilibrada com o vegetarianismo e se afastar do que faz mau a saúde 🙂

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